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5/3/2010
Donos de autoescolas pedem fim de suspensão
Um grupo de donos de Centros de Formação de Condutores (CFCs) suspensos pelo Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) foi ontem ao prédio da instituição, na avenida João Pinheiro, no centro de Belo Horizonte, cobrar "igualdade de direitos" e tentar negociar o adiamento da suspensão.
Só este ano, 15 autoescolas já foram suspensas preventivamente. Elas são suspeitas de irregularidades no sistema biométrico de identificação, que registra a entrada e a saída de candidatos em aulas de legislação. A fraude mais comum é o cadastramento de mais de uma impressão digital para o mesmo CPF.
Os oito manifestantes alegam que foram discriminados porque outras autoescolas apresentam as mesmas suspeitas, mas não sofreram punições. "E estamos sendo punidos antes da apuração dos fatos", afirmou um dono de autoescola.
Ainda segundo os donos dos centros de formação, a situação pode prejudicar 2.000 alunos. Isso porque, com a suspensão, os centros de formação não podem marcar nenhum exame. Os alunos também ficam impedidos de transferir a pauta para outro centro.
"Já gastei R$ 800. Como vai ficar agora?", questionou um aluno de uma das autoescolas suspensas.
Treze dos 15 CFCs foram suspensos em 19 de fevereiro, depois de uma série de denúncias de O TEMPO sobre venda de carteiras de motorista e irregularidades em todo o processo.
Segundo o delegado Anderson França, chefe da divisão de habilitação do Dentran-MG, as autoescolas foram suspensas preventivamente porque algum indício relevante de irregularidade foi encontrado, seja por denúncia de um aluno ou pela quantidade exagerada de erros. A suspensão preventiva é uma recomendação do Ministério Público.
"As autoescolas vão passar por uma sindicância de até 60 dias", disse França. O Detran ainda estuda a possibilidade de conceder o benefício da delação premiada aos donos das autoescolas que denunciarem funcionários envolvidos em fraude.
Biométrico - O Detran estuda conceder delação premiada aos donos de autoescolas que delatarem seus funcionários envolvidos na fraude do sistema, como sugerido por um dos manifestantes.
Fonte: O Tempo - MG
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